A Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS) realizou neste mês a primeira edição do Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, na cidade de Bento Gonçalves.
O evento, que teve como homenageado o ambientalista José Lutzenberger, reuniu 250 participantes, entre membros do poder público, pesquisadores, empresas e produtores que falaram de inovação, economia circular, legislação e sustentabilidade no setor.
Insumos agrícolas mais orgânicos
As políticas públicas foram o foco central dos debates, como a palestra proferida por Renato Chagas, presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), destacando o potencial econômico do segmento de bioinsumos. “O Rio Grande do Sul tem uma quantidade enorme de resíduo orgânico que não é transformado em adubo. É uma atividade que não tenho dúvida de que vai crescer, porque agrega valor”, afirmou, à Rádio Difusora 97.3.
Os avanços da Lei nº 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole, e os impactos da nova regulamentação para a cadeia de fertilizantes também nortearam as conversas. “Muitas vezes, as normas não acompanham a tecnologia, mas também não podem ser construídas sem fundamentos científicos”, frisou o auditor fiscal do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Henrique Bley.
Os debates de processos regulatórios também estenderam as apresentações do simpósio. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Ana Maria Moreira Marchesan, ressaltou a atuação do MPRS em relação aos bioinsumos e desafios, como a logística reversa e conscientização ambiental eficientes.
“O planeta está saturado de resíduos e não temos ‘Planeta B’ para colocar todo esse material. Portanto, a economia circular é uma emergência, assim como a questão climática”, afirmou a coordenadora.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação – MPRS




