Está marcado para dezembro o primeiro leilão para contratar sistemas de armazenamento de energia em grandes baterias, conhecidas por BESS (saiba mais no Portal TECNEWS), com destaque a partir de fontes solar e eólica – que juntas já respondem por mais de 20% da eletricidade produzida no Brasil.
Mais de 6 mil projetos estão inscritos, sendo a maioria vinda do Nordeste, e a previsão é que os sistemas comecem a operar em 2028. Em números, 71,1% das potências cadastradas estão na região nordestina, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O Sudeste vem em seguida (18,8% da potência cadastrada), após o Sul (5,1%), o Centro-Oeste e o Norte, com 3,4% e 1,6% de participação, respectivamente.
De acordo com o Movimento Mercantil, as empresas vencedoras deverão seguir regras, como contrato de serviço de 15 anos, disponibilidade mínima de potência de 30 MW, tempo mínimo de descarga de 4 horas, e máximo de recarga de 6 horas e bonificação locacional de 10%, que beneficiou o Nordeste e algumas regiões de Minas Gerais mais atingidas pelos cortes de geração.
Raul Santos, especialista em energias renováveis, explica que a capacidade de armazenamento varia de acordo com o tipo de central geradora e alguns sistemas podem suficiência energética para sustentar uma cidade por vários dias. Porém, destaca que o objetivo não é substituir as demais fontes do sistema elétrico. “As baterias não vão entrar para substituir totalmente, e sim um apoio”, disse, à Band.
Petrobras na participação do leilão
Uma das empresas que sinalizou a participação no leilão é a Petrobras, com ênfase na recente joint venture com a empresa Lightsource BP. A parceria concentra a principal atuação da estatal no certame, mas também está no cadastro ações próprias voltadas à instalação de baterias em refinarias e usinas termelétricas, informou William Nozaki, o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras.
“Um dos motivos de realização dessa parceria é o interesse do portfólio de renováveis deles e expertise em sistemas de armazenamento. Esse vai ser o nosso principal veículo para poder participar dos leilões com os projetos cadastrados”, disse o executivo, ao Bnamericas.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação – Baterias Moura




