Aquela visão do setor de Petróleo e Gás com imensas refinarias “queimando” gases sem um controle ambiental já não cabe mais para o tempo presente. Um dos principais desafios dessa indústria está justamente em conciliar a continuidade das atividades com as metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Na opinião de Alexandre Vaz, do Conselho Federal de Química (CFQ) e presidente do Conselho Regional de Química da 21ª Região (ES), o profissional de química tem papel importante nesse processo de descarbonização, buscando alternativas capazes de gradualmente a reduzir a dependência de fontes fósseis na matriz energética.
“Nós temos uma lei que foi aprovada há pouco tempo, do combustível do futuro, que já está em vigor, e essa lei não substitui integralmente os combustíveis fósseis por biodiesel ou elétrico. Não é possível fazer isso num universo muito pequeno. A ideia é trocar gradativamente o combustível fóssil por um sustentável”, disse o conselheiro, ao TN Petróleo.
Resgate sustentável no setor industrial
Profissionais que atuam nas áreas industriais e offshore também precisam estar em consonância com os desafios de ocorrências que envolvam novas tecnologias, o que inclui os avanços da transição energética, e o setor que desenvolve esses produtos está se empenhando para elevar a outro patamar sem deixar de lado a jornada ESG.
A Dräger, companhia alemã com mais de 130 anos de atuação em segurança e tecnologia médica, apresenta uma linha de detectores de gases e equipamentos autônomos de respiração (SCBA), este último desenvolvido com participação direta de combatentes de incêndios e testes de campo. O objetivo é fornecer às equipes de resposta a emergências industriais a mesma geração de equipamentos usada por bombeiros.
Mauricio Escorcio Junior, executivo Sênior de Negócios na companhia, explica que os produtos são certificados e contam com regulamentações nacionais e internacionais, aplicáveis a plataformas tradicionais, nova geração offshore, hidrogênio verde e outros gases.
“A transição energética e a eletrificação de plantas trazem também novos perfis de risco – e soluções de monitoramento contínuo, de instalação rápida e sem dependência de cabeamento extenso, tornam-se um fator habilitador dessas operações, e não apenas um item de conformidade regulatória”, complementa o executivo.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Magnific




