Na corrida por alternativas energéticas renováveis, o mercado solar abrilhanta e alavanca redes de negócios, desde os tradicionais meios de financiamentos até o consórcio para projetos fotovoltaicos.
Fazendo um panorama, somente no primeiro semestre deste ano, as vendas de cotas cresceram 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), com destaque para os voltados a esse fim.
Segundo especialistas, tais projetos consorciados concentram boa parte do desembolso no início, enquanto o retorno surge no decorrer do tempo, na forma de redução da conta de energia. O perfil é também levado em conta para essa adesão, enquanto às empresas, preservar o capital de giro é importante, projetos destinados ao campo, com consumo concentrado durante o dia, podem aproveitar melhor a energia produzida no mesmo período.
Ao InfoMoney, Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo Investimentos, explica que sistemas de energia solar conferem um desembolso robusto e optar com consórcio pode ser interessante para transformar investimento em planejamento. Muito embora tenham as taxas, esse modelo não conta com juros comuns no financiamento, endossa o executivo.
Financiamentos aumentam
Um levantamento da Santander Financiamentos registrou expansão de 11,9% na concessão de crédito para projetos de energia solar no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Já o volume de clientes cresceu 19,7% na mesma base de comparação, atingindo o maior patamar registrado desde 2023, bem cono o aumento de 44,7% nas contratações feitas por pessoa física.
A análise destaca os sinais de recuperação do mercado de financiamento de tais projetos, diante da demanda por soluções que contribuam para reduzir custos das despesas com energia e impactos ambientais, além de maior previsibilidade regulatória.
Cezar Janikian, vice-presidente executivo do Santander Consumer Finance no Brasil e na América do Sul, comenta que o financiamento é uma alavanca crescer o mercado solar. “Nossa estratégia é estar mais próximos dos integradores, combinando crédito e capacidade comercial para transformar esse potencial em novos projetos, acelerar o desenvolvimento do setor e gerar mais negócios aos nossos parceiros”, conclui.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Neoenergia/Divulgação




