Muitas indústrias recorrem à logística reversa para dar uma destinação correta aos resíduos provenientes. Mas, e se déssemos um passo para trás, fazendo com que esse processo fosse totalmente interno, com a circularidade fazendo parte de todas as etapas operacionais?
Pois é essa a aposta de companhias como a RECICLO, de Santa Catarina. Especializada em solventes, adota sistemas para reduzir, desde a origem, desperdícios e otimizar o reaproveitamento de materiais. Como um ciclo fechado, a empresa produz essas substâncias destinadas às indústrias de embalagens plásticas e depois de sua utilização, retornam ao parque fabril, são recuperadas e repassam, mais uma vez, ao cliente.
“Nós produzimos e recuperamos os solventes, retiramos os contaminantes como a borra, e encaminhamos às empresas que a utilizam como matéria-prima. Também reciclamos outros resíduos internos provenientes dos processos industriais e orgânicos, gerados a partir de atividades como poda de árvores e corte de grama”, explica Alan Fabre, CEO da RECICLO, endossando o propósito sustentável alicerçado pela família.
Como citado, a ideia deu tão certo que é aplicada em outras frentes: papéis utilizados pelo escritório da empresa são destinados à queima na caldeira, ou seja, convertem-se em material energético. Já as cinzas da caldeira e os resíduos orgânicos gerados nas áreas verdes da unidade, que abrigam plantas, cavalos, patos e cachorros, sendo destinados à compostagem e transformados em adubo.
Parte desse composto retorna à manutenção paisagística do espaço, enquanto outra parte é doada à comunidade de Morro da Fumaça, onde fica as instalações da RECICLO, indo além dos limites da planta industrial.
Circularidade no setor de laminados
Aumentar a vida útil de produtos e reaproveitamento deles é outro ponto importante na sustentabilidade em diversas áreas de negócios, como o de laminados. A fabricante Lamiex aplica desde critérios de eficiência energética nas operações até a escolha de matérias-primas que aumentam a vida útil do produto, o que diminui a frequência de substituições.
“Integramos a sustentabilidade tanto ao desenvolvimento quanto ao processo produtivo. Adotamos programas de reaproveitamento de aparas industriais, reduzindo desperdícios e promovendo a circularidade dos materiais sempre que tecnicamente viável”, comenta, ao Food Connection, a empresa, que atua com soluções sob medida no desenvolvimento de chapas em PEAD (Polietileno de Alta Densidade) e PP (Polipropileno) voltadas a diferentes aplicações industriais.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Reciclo/Divulgação




