A IFC (International Finance Corporation), membro do Grupo Banco Mundial, anunciou recentemente investimentos com a concessionária EDP, destinados a apoiar a modernização de redes elétricas no Brasil e geração de energia renovável no México.
Aqui, a IFC investiu US$ 79 milhões para apoiar a EDP Espírito Santo, maior distribuidora do estado, contribuindo para aumentar o fornecimento de energia a mais de 1,8 milhão de clientes, sendo realizado em conjunto com investidores institucionais locais.
Por meio de sua subsidiária brasileira, a EDP também participa ativamente da IFC Future Grids Alliance (mais informações), iniciativa liderada pela IFC em consultoria e aceleração de investimentos a redes elétricas em mercados emergentes.
“Esses investimentos refletem o nosso compromisso em acelerar a transição energética, gerando, ao mesmo tempo, benefícios concretos às comunidades e economias locais. Por meio da parceria de longa data com a IFC, ampliamos o acesso a uma energia confiável e limpa”, comemora Rui Teixeira, CFO do Grupo EDP.
Ao todo, o pacote aos dois países soma US$ 301 milhões, com recursos também para construção de uma usina solar de 200 MW no México. Juntos, os projetos contribuirão no acesso à eletricidade para 200 mil pessoas, gerando 4,4 mil empregos e evitando a emissão anual de 297 mil toneladas de CO₂ equivalentes, informa a EDP.
Conexão Singapura
Outra parceria firmada foi entre a Neoenergia, subsidiária da espanhola Iberdrola, com o fundo soberano de Singapura, a GIC, também na ampliação de redes no Brasil, resultado da incorporação de sete ativos de transmissão da Neoenergia à plataforma conjunta.
Segundo a companhia, os ativos englobam os estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo, sendo que a Neoenergia Transmissão, criada em 2023 por conta da parceria – sendo essa a terceira operação estratégia nesses moldes –, passa de 50% para 51% na participação, mantendo o controle da plataforma, enquanto a GIC detém os 49% restantes.
“A colaboração reforça a capacidade de ambas as companhias de continuar expandindo e modernizando a infraestrutura elétrica brasileira, tendo como apoio uma visão de longo prazo, disciplina financeira e excelência operacional”, frisa comunicado da Iberdrola, que conta hoje com uma base de ativos regulados de 55 bilhões de euros e espera superar 90 bilhões de euros em 2031.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação/EDP




