Uma comitiva da Carbon Neutral Cities Alliance (CNCA), rede internacional de cidades comprometidas com a neutralidade de carbono, esteve em Curitiba (PR) para conhecer as inovações locais em mitigação e adaptação climática no quesito carbono neutro. É a 24ª cidade a integrar a aliança, que é composta por cidades globais (até o momento eram 23, sendo Rio de Janeiro como primeira signatária no país) que estão assumindo metas ambiciosas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050 – ou antes.
Na oportunidade, os membros visitaram o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o sistema de transporte coletivo, a nova estação Prisma Solar Agrárias, do Inter 2, e o Parque São Lourenço, unidade de conservação que também funciona como um jardim de chuva, para controlar alagamentos e enchentes.
Simone Mangili, diretor executivo da CNCA, disse que a instituição está ansiosa para levar aos pares os aprendizados recebidos e compartilhados durante a experiência em Curitiba, o que enriquecerá toda a rede de signatários. “A abordagem na cidade oferece uma valiosa inspiração para outras que buscam um futuro com impacto climático positivo. Vivenciamos, em primeira mão, as inovações que moldam seu futuro urbano”, comemorou o executivo.
Exemplos europeus em carbono neutro
Fundada em 2014 na cidade de Copenhague, Dinamarca, a CNCA tem como propósito o fomento de estudos e ações a favor de cidades mais resilientes, justas e igualitárias. Em abril, divulgou um guia prático sobre compreensão e enfrentamento de desigualdades estruturais que moldam os resultados climáticos nas cidades europeias.
Na publicação, voltada a governos locais, organizações da sociedade civil e parceiros comunitários, há uma análise comparativa das cidades europeias aderentes à aliança – Glasgow (Escócia), Reino Unido, Barcelona (Espanha) e Nantes (França) –, nos contextos políticos, econômicos e institucionais, que moldam o acesso moradia, emprego e infraestrutura frente a um cenário cada vez mais desafiador às emergências climáticas.
“Reconhecer as desigualdades estruturais, como elas surgiram e como persistem nas cidades europeias é fundamental para apoiar projetos mais justos em relação ao clima e garantir que alcancem grupos historicamente marginalizados”, reconheceu Isabelle Anguelovski, diretora do Laboratório de Barcelona para Justiça Ambiental Urbana e Sustentabilidade, no documento (mais informações neste link).
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: César Cubas/Ippuc




