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Sustentabilidade

Agenda sustentável do setor farmacêutico ganha fôlego em meio aos desafios globais

Agenda sustentável do setor farmacêutico ganha fôlego em meio aos desafios globais - Fitec Tec News

 

 Uma pesquisa da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC) revela que, apenas no primeiro semestre de 2025, a indústria farmacêutica nacional atingiu a marca de 5,7 bilhões de unidades comercializadas, avanço de 5% frente ao mesmo período de 2024 e no intervalo de cinco anos, o crescimento foi de 19% sobre as 4,8 bilhões de unidades de 2021.

 

Esses dados mostram que o mercado no país se consolida, mas também frisa a importância de ações e conscientização de seu papel nos impactos ao meio ambiente. Um exemplo vem da Catarinense Pharma, sediada em Joinville (SC), que conta desde 2022 com um projeto ESG que engloba compostagem, redução de resíduos e logística reversa em suas operações. Em números, a empresa eliminou 90% do uso de copos plásticos em suas unidades com a adoção de garrafas e canecas retornáveis e avançou na digitalização de processos internos, substituindo impressões por documentos eletrônicos.

 

Somente em 2024, a redução de resíduos era de 42% e no ano seguinte, com a implementação dos projetos de compostagem e de logística reversa, houve a redução de 59 toneladas no volume total de resíduos enviados a aterros sanitários. “Nosso foco é transformar o que seria descarte em valor socioambiental. Além de reduzir resíduos e emissões, conseguimos devolver à comunidade um produto que contribui para o cultivo e para o equilíbrio ambiental”, conta Leonardo Bitsch, diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Catarinense.

 

O programa de logística reversa reaproveita materiais antes destinados ao descarte (jalecos, luvas e etiquetas), transformando-os em mobiliário e itens de uso interno. Os resultados foram que entre janeiro e dezembro de 2025, a farmacêutica liberou apenas 2,29 toneladas de CO₂, índice considerado de baixo impacto levando em conta o envio de resíduos a aterros.

 

Questões jurídicas

 

Os advogados Daniela Guaria Jambor, especialista em Direito Sanitário; e Pedro Szajnferber de Franco Carneiro, especialista em Direito Ambiental, em artigo ao Medicina S/A, exemplificam o papel da logística reversa de embalagens farmacêuticas pós-consumo como central na transição para um modelo produtivo mais circular, especialmente pela força da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e por decretos regulamentadores.

 

Para os especialistas, os desafios jurídicos residem na coleta e o reaproveitamento de materiais com restrições impostas à manipulação de resíduos, como os que contém vestígios de medicamentos ou mesmo traços de substâncias ativas. Isso implica a modelos próprios de rastreabilidade, segregação e destinação, sob pena de descumprimento de normas ambientais e sanitárias.

 

E esse enfrentamento é global e urgente: pesquisas descortinam que o impacto da presença de resíduos de anticoncepcionais, antibióticos, antidepressivos, analgésicos e outras substâncias no em rios e solo afeta diversas regiões do mundo. Ações que vão desde o público, evitando a automedicação e realizando o descarte correto até uma cadeia produtiva responsável e sustentável são atitudes cruciais para não apenas estar em consonância ambiental, mas também ser integrante desse processo.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Keli Vasconcelos

 

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