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DJ Alok utiliza drones de seus megashows para reflorestar a Mata Atlântica

DJ Alok utiliza drones de seus megashows para reflorestar a Mata Atlântica - Fitec Tec New

A tecnologia que ilumina o céu nos maiores espetáculos de música eletrônica do Brasil ganhou uma nova e urgente utilidade: salvar um dos biomas mais ameaçados do país. Em celebração ao Dia do Meio Ambiente (5 de junho), o DJ e produtor Alok anunciou uma parceria estratégica entre o Instituto Alok e a Fundação SOS Mata Atlântica. A iniciativa, batizada de Floresta Áurea, vai redirecionar a logística e a precisão dos drones utilizados nas coreografias luminosas de seus shows para realizar a semeadura aérea direta e o monitoramento de áreas severamente degradadas no interior de São Paulo.

O projeto está diretamente conectado à sua nova turnê, a Áurea Tour, e integrará o programa Florestas do Futuro, da SOS Mata Atlântica. O objetivo principal é viabilizar o plantio equivalente a 20 mil mudas de espécies nativas. A grande inovação, no entanto, fica por conta da vertente tecnológica: os drones atuarão de forma experimental na semeadura de 4 hectares da Estação Ecológica do Barreiro Rico, uma unidade de conservação afetada por fortes incêndios florestais há quatro anos e que teve sua diversidade de plantas drasticamente reduzida.

 

Drones em prol da sustentabilidade

 

Para o DJ, a fusão entre ferramentas modernas, como os drones, e a conservação ambiental representa um resgate à própria essência do planeta.

“Minha tour traz uma mensagem de urgência planetária para a conservação e recuperação de florestas nativas, unindo conhecimentos tradicionais de plantio e também a utilização de drones – tão presentes em meus shows – para monitoramento da evolução dos plantios e também para semeadura. Não há nada mais ‘tecnológico’ do que as árvores, do que a sabedoria da natureza, e plantar é cuidar da nossa casa”, afirmou Alok em comunicado oficial sobre o projeto.

Além dos testes com drones em Barreiro Rico, as ações de restauração tradicional (via solo) vão se concentrar nas matas ciliares da bacia hidrográfica do Rio Tietê, na região de Barra Bonita e Anhembi. A escolha das localidades não foi por acaso. Segundo dados da SOS Mata Atlântica, os municípios envolvidos sofrem com índices críticos de desmatamento histórico, restando hoje apenas 0,67% de cobertura florestal original em Anhembi e 1,26% em Barra Bonita.

Ao aplicar os veículos aéreos não tripulados (VANTs), o projeto consegue mapear o relevo com precisão centimétrica e dispersar um combinado de até 67 espécies de sementes nativas em locais de difícil acesso para equipes humanas, otimizando o tempo e reduzindo os custos operacionais da restauração em larga escala.

Com o lema “Keep Art Human” (Mantenha a Arte Humana) guiando os palcos e as ações sociais da turnê, Alok reforça que o avanço tecnológico deve servir como um aliado da sobrevivência coletiva. “Quero contribuir para a restauração de biomas por onde eu levar minha música e convidei as marcas que me patrocinam a estarmos juntos nesta missão que é de todos”, completou o artista.

Se os testes de germinação e sobrevivência das sementes lançadas pelos drones apresentarem a eficiência esperada pelas equipes de engenharia florestal da ONG, o modelo poderá ser replicado em outros biomas nacionais, transformando o entretenimento de massas em uma plataforma permanente de inovação ambiental.

 

 Foto: Tomorrowland/Divulgação

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