A abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente 2026, realizada dia 8 de junho, na Biblioteca Nacional de Brasília, reforçou o papel da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na inserção internacional de cadeias produtivas sustentáveis da Amazônia Legal, com foco em bioeconomia, sociobiodiversidade, cooperativismo e agregação de valor. A cerimônia, aberta ao público pela primeira vez, contou com autoridades, representantes do corpo diplomático e especialistas. O tema principal deste ano é “Cuidar do meio ambiente é cuidar da vida”, para reforçar a integração entre preservação do meio ambiente, desenvolvimento econômico, justiça social e responsabilidade com as futuras gerações.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, elogiou a liderança feminina nas ações de preservação ambiental com destaque para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello; a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Anna Flávia Senna e para a ex-ministra Marina Silva. Ele reforçou a importância da união e do comprometimento das instituições para o Brasil avançar na agenda socioambiental e agradeceu o apoio da ApexBrasil. “Quero também destacar aqui o trabalho do Laudemir Müller, que assumiu a ApexBrasil, sucedendo um grande parceiro nosso. A presença dele aqui simboliza a importância do trabalho conjunto que realizamos: Ministério, BNDES, ApexBrasil e demais instituições para que o Brasil amplie sua presença e seu protagonismo no mercado internacional”, destacou acrescentando que, durante o governo do presidente Lula, foram abertos mais de 500 novos mercados internacionais para produtos brasileiros. “Isso reflete, de um lado,a credibilidade do país; e de outro, o trabalho ativo de promoção comercial. Essa combinação é fundamental”, ressaltou.
Força no mercado internacional
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que a presença da agência no evento reforça o compromisso institucional de promover a imagem do Brasil no exterior, associando crescimento econômico à proteção dos biomas. “A imagem do Brasil é fundamental para os negócios. Estamos mostrando ao mundo que o país está fazendo o dever de casa, gerando emprego, renda e cuidando das florestas e das pessoas”, afirmou. Ele ressaltou a parceria com o BNDES na divulgação dos resultados do Fundo Amazônia, que foi marcada pela inauguração oficial da exposição “Afluentes: Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia”, no local. A mostra apresenta resultados concretos de projetos financiados pelo Fundo Amazônia do BNDES, com foco na conservação florestal, fortalecimento de comunidades, bioeconomia e desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis. Ela reúne em fotografias, vídeos, mapa, sons e linha do tempo muitos sonhos e várias experiências vividas que fazemparte dos projetos financiados nos 18 anos desde a criação do Fundo. “Hoje, estamos reposicionando o Brasil como um país confiável, democrático e comprometido com o desenvolvimento sustentável. Isso tem impacto direto na atração de investimentos e na abertura de mercados”, disse.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campelo, informou que o banco tem feito um esforço para que a agenda de meio ambiente passe a ser transversal. Esse é um viés que posicionao Brasil como referência mundial e contribui para um mundo mais saudável”. Ela agradeceu alguns países parceiros e apresentou alguns resultados. “Neste ano, o Fundo Amazônia completa 18 anos, e estamos aproveitando a Semana do Meio Ambiente para celebrar essa trajetória. São 18 anos com resultados muito relevantes. Mas o que realizamos ao longo dos últimos três anos e meio, da gestão do presidente Lula, é absolutamente diferenciado em relação ao histórico do fundo. Tradicionalmente, eram aprovados, em média, cerca de R$ 300 milhões por ano. Hoje, estamos aprovando aproximadamente R$ 1,3 bilhão por ano. É um avanço significativo”, disse ela.
Para a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Anna Flávia Senna, este é um momento de consagração de um enorme esforço realizado ao longo de três anos de profunda transformação do país. “Transformar o meio ambiente é, na verdade, transformar o país. Já não é possível crescer, evoluir ou se desenvolver sem respeitar os condicionantes ambientais, seja no mercado, na economia, na produtividade ou na inclusão social”, destacou lembrando que é preciso seguir com políticas sólidas, consistentes e com a participação da sociedade. “O Brasil não avançará se não tiver condições de competir à altura das exigências ambientais que o mundo, o presente e o futuro impõem”, concluiu.
O ministro Capobianco encerrou a cerimônia anunciando uma série de atividades, incluindo projetos de educação ambiental para crianças, programa de manejo ético de animais, mostras, 36ªReunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), Seminário pelos 18 anos do Fundo Amazônia, entre outras ações que serão realizadas ao longo do mês de junho.
Foto: ApexBrasil/Divulgação




