Sustentabilidade

Hotelaria de luxo quer mapear as ações sustentáveis do setor brasileiro

Hotelaria de luxo quer mapear as ações sustentáveis do setor brasileiro - Portal Tec News

Qual é a cara da sustentabilidade no mercado de hotelaria no Brasil? É o que deseja responder 1º Radar ESG da Hotelaria Brasileira, iniciativa do Observatório da Declaração de Belém para o Turismo Sustentável em parceria com o Hub ESG Hotel Business e apoio de diversas entidades, como a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA).

O propósito é mapear nacionalmente a maturidade ESG do setor hoteleiro segmentado por porte, categoria e região, com o recebimento de informações até agosto (mais informações neste link), de hotéis independentes, pousadas, hostels, resorts e redes de marcas nacionais ou globais em operação no país.

“Muitos desafios ligados à agenda são comuns a toda a hotelaria brasileira e só poderão ser enfrentados de forma efetiva com conhecimento e colaboração. A BLTA vem trabalhando de maneira consistente para trazer mais visibilidade para tudo o que seus associados já realizam e trazem impacto positivo nas localidades onde estão inseridos”, afirma Camilla Barretto, CEO da entidade.

Inspirada no legado das discussões climáticas da COP30 (confira cobertura no Portal TECNEWS), a Declaração de Belém para o Turismo Sustentável é um pacto setorial nacional comprometido a transformar discursos ecológicos em dados auditáveis, funcionando como uma infraestrutura de governança e transparência para o mercado de viagens e eventos no território.

 

O “S” em alta na hotelaria

 

Além do compromisso com o meio ambiente e com a governança nas operações, o setor hoteleiro também quer levar o bem-estar e a hospitalidade, literalmente, aos seus times de colaboradores.

Aliás, essa massa trabalhadora alcançou, até novembro de 2025, a marca de 2,4 milhões de empregos formais no país. Para Marian Fermino, sócia-fundadora da JOY2B, dedicada a promover Felicidade e Bem-Estar como estratégia consciente a pessoas e negócios, as empresas precisam entender que o colaborador deve ser o primeiro a ser acolhido, pois, além de ser por essência um ser humano, é o elo entre o empreendimento e a experiência do consumidor.

“Não existe hotel genuinamente sustentável se a comunidade ali inserida, os nossos colaboradores e parceiros que dão brilho a nossa essência, estiverem adoecidos ou exaustos. Precisamos tratar o colaborador como o nosso primeiro hóspede”, destaca a executiva, em artigo ao Hotelier News.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Pixabay