No tripé da agenda ESG, um dos pilares ainda merece atenção: trata-se do Social, em que as ações a favor das pessoas precisam de protagonismo e investimento. E isso vai além de ações pontuais, como o voluntariado, mas na força que a filantropia e programas internos visando os times corporativos, por exemplo.
É o que aponta o levantamento Diagnóstico do Bem-Estar (2024), em que 64% das organizações destacaram que a crise de saúde mental como um dos principais fatores para fortalecer suas estratégias de bem-estar, enquanto 55% já incorporaram iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) às políticas voltadas aos colaboradores.
O Social no tripé ESG
Ao ESG Inside, Gustavo Chehara, CEO da Joyn Benefícios, comenta que o “S” do ESG precisa deixar de ser apenas um compromisso em reportes para se tornar um acompanhamento contínuo, pois esse pilar é ainda considerado um dos mais desafiadores por parte das organizações.
Afinal, mensurar dados ambientais e de governança já fazem parte da “ordem do dia” para a maioria das companhias: “Indicadores como uso de benefícios, adesão a programas preventivos, sinistralidade, absenteísmo e satisfação dos colaboradores ajudam as empresas a transformar o cuidado em resultados concretos para o negócio”, salienta Chehara.
Seguradoras em ação
Uma iniciativa que acaba de despontar vem da Tokio Marine Seguradora, com a criação do Instituto Tokio Marine Gerações Futuras, focada em ampliar os investimentos sociais voltados a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
A nova jornada reúne programas já consolidados da companhia, como o Sementes do Brasil (formação e empregabilidade para jovens), e o Tokio Millennium (programa de estágio), além do lançamento do Broto da Cultura, desenvolvido integralmente pelo Instituto, para expandir o acesso à leitura e utilizar a cultura como ferramenta transformadora.
“Acreditamos que investir em pessoas é a forma mais efetiva de promover inclusão, criar oportunidades e contribuir para a construção de uma sociedade mais preparada para o futuro”, afirma. Masaaki Itakura, diretor Executivo de Estratégia Corporativa da Tokio Marine e presidente do Instituto, ao CQCS.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Gennaro Leonardi por Pixabay




