A participação das fontes renováveis pode superar 80% da matriz energética nacional, em setores como agro, transportes, indústria e residências: é o que ambiciona o chamado Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, com a perspectiva de dobrar a oferta de energia até 2055.
A publicação foi divulgada no fim de setembro pelo Ministério de Minas e Energia (MME) por meio do Diário Oficial da União (DOU), elaborado em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
As projeções mostram ainda que a geração poderá ser até 99% baseada em energias limpas em cerca de 30 anos, com contínua expansão da participação das fontes eólica e solar.
O Brasil projeta um futuro de maior oferta energética, com a expansão das renováveis e planejamento integrado para enfrentar os desafios da transição, destaca o ministro de MME, Alexandre Silveira.
E não é para menos: o relatório também aponta que a demanda crescerá mais de quatro vezes até 2055. “O plano trilha caminhos para a expansão da oferta energética e o fortalecimento de fontes renováveis, articulando segurança energética, desenvolvimento econômico e descarbonização. Ao mesmo tempo, orienta decisões estratégicas para uma transição justa, sustentável e alinhada às oportunidades de desenvolvimento do Brasil”, analisa o ministro.
A íntegra do documento pode ser acessada neste link.
Aos olhos do mundo
Saindo do âmbito das projeções, o país já colhe frutos ao adicionar 1,68 GW de capacidade solar, eólica e térmica, elevando as adições previstas para este ano a 4,85 GW e a capacidade instalada total para 221 GW, sendo 85% renovável, isso somente no mês de agosto. Os dados foram divulgados pelo site de notícias internacional Oil Price, voltado ao mercado de Óleo e Energia.
Outra consolidação envolve parceiras: China e Brasil firmaram cooperação em áreas como desenvolvimento nessa área, em especial para transição e reindustrialização. A chinesa State Grid Corporation iniciou a construção de um projeto de transmissão de energia com 1.468 km de extensão, marcando o maior investimento em um projeto de tal concessão em terras brasileiras.
“Políticas nacionais robustas e altos níveis de investimento estrangeiro têm ajudado o país sul-americano a diversificar sua matriz energética e consolidar sua posição como um polo energético regional nos últimos anos”, informa a matéria.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: ABEEólica




