Energia

Nordeste colhe frutos com a transição energética

Nordeste colhe frutos com a transição energética - Portal Tec News

Entre desafios e oportunidades, a corrida pela transição energética já se espraia pelo Brasil e está rendendo frutos. Uma das companhias que está expandindo é a Statkraft, considerada a maior produtora de energia renovável da Europa, com operações consolidadas no território nacional, especialmente no Nordeste.

Tal feito, aliás, já evitou a emissão de 280 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025, reforçando o compromisso da descarbonização da matriz elétrica brasileira. O dado faz parte do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE; neste link), elaborado conforme a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol.

“As emissões registradas em nosso inventário refletem um momento de crescimento da Statkraft no Brasil. Estamos construindo novos empreendimentos que irão ampliar significativamente a oferta de energia renovável ao país”, comemora Rafael Knop, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Statkraft, com sede global na Noruega e cerca de 6,2 mil funcionários espalhados em 20 países.

Outros achados do documento mostram que os empreendimentos Santa Eugênia Solar (BA), Rio Solar Híbrido (RN) e São Fernando Híbrido (RN), este ainda em fase de implantação, concentram 98,84% das emissões inventariadas no período analisado.

“O benefício climático desses ativos supera amplamente as emissões temporárias geradas durante sua implantação, reforçando nosso compromisso com uma transição energética segura e sustentável”, arremata o executivo.

 

PIB impulsionado

 

Infraestrutura, inovação, energia e atração de investimentos privados estão engrossando o “molho” econômico nordestino. Segundo informações do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), divulgadas pelo Valor, o Produto Interno Bruto (PIB) regional mais que dobrou, passando de R$ 724 bilhões para R$ 1,76 trilhão, isso em apenas uma década.

O Grupo Equatorial que já tem tradição de operações na região em energia elétrica e saneamento, destacou-se com receita líquida de R$ 52,1 bilhões, de acordo com o anuário Valor 1000. Ao jornal, a empresa informou que está ao longo do ano ampliando investimentos em tecnologia, inovação e qualidade dos serviços essenciais prestados.

Uma das novidades foi a sociedade com a Olfar e Energir Geração de Energia Elétrica, empresas do Grupo Olfar, que compraram 48,6% da Sertão Solar Barreiras XVIII (BA), controlada pela Echoenergia, do Grupo.

A Olfar passou a deter 25,9% do capital da companhia, enquanto a Energir com 22,7%. Já a Barreiras Holding, ligada à Echoenergia, ficou com 51,4% da fatia. À CNN, Liu Aquino, presidente da Echoenergia, disse que o acordo é um marco importante, pois a autoprodução com geração renovável é uma das melhores maneiras de reduzir custos, bem como a pegada de carbono de sua cadeia.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Divulgação – Statkraft