Na corrida pela descarbonização, os combustíveis renováveis estão despontando para diversos segmentos, a exemplo do BioGL, gás liquefeito obtido a partir de óleos vegetais e resíduos orgânicos, como óleo de soja, canola, milho e óleo usado de cozinha.
Tal inovação rende frutos, como no caso da Supergasbras, que fechou contrato recente para esse fornecimento, certificado pelo padrão internacional ISCC PLUS (saiba mais neste link), com a Ortobras, empresa gaúcha de acessibilidade e elevadores residenciais e prediais.
A oferta comercial de BioGL pela Supergasbras começou a ser estruturada no fim de 2024 e implementação envolveu adaptações operacionais para atender aos requisitos da certificação, como explica Priscila Maziero, gerente de Gás e Sustentabilidade da Supergasbras: “O BioGL possui as mesmas características do GLP e é incorporado à cadeia de valor por meio de balanço de massa, com sua rastreabilidade certificada pelo ISCC Plus, garantindo o atributo ambiental e redução da pegada de carbono”, diz a gestora, ao PetroNotícias.
Em números, o acordo envolve inicialmente um volume equivalente a 5% de BioGL em seu consumo anual de GLP pela Ortobras, com aumento gradual em 10% para o próximo ano. “A adesão ao BioGL faz parte da nossa estratégia em avançar continuamente nas metas de sustentabilidade e princípios ESG. Acreditamos que isso contribui para uma indústria mais eficiente, responsável e preparada para os desafios ambientais do futuro”, comenta Anderson Kühn, gerente Facilities e EHS (do inglês para Environment, Health, and Safety/Meio Ambiente, Saúde e Segurança) da empresa.
Combustíveis sustentáveis: setor em ascensão
Outra empresa que está despontando no segmento é a Refinaria Riograndense, em Rio Grande (RS), que no início de 2026 recebeu autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizações para a processar de forma contínua matéria-prima de origem 100% renovável e a comercializar o BioGL.
O projeto da Biorrefinaria Riograndense teve início em maio de 2023, quando a refinaria foi a primeira refinaria do mundo a processar 100% de óleo vegetal em uma unidade de unidade de FCC (sigla para Fluid Catalytic Cracking/Craqueamento Catalítico Fluido), produzindo combustíveis e insumos petroquímicos como o propeno e bioaromáticos (BTX – benzeno, tolueno e xileno).
A tecnologia foi desenvolvida no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (CENPES) da Petrobras, um marco pioneiro na produção e comercialização de BioGL no Brasil, informa a companhia.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação Supergasbras




