Restaurar. Este verbo está sendo conjugado por empresas e estados brasileiros para a manutenção de áreas de vegetação degradadas e unidades de conservação, revertendo-os em espaços dedicados ao público para contato com a natureza e preservação ambiental.
Uma dessas iniciativas é da mineradora Vale (saiba mais), que pela primeira vez em seus 84 anos promove a transição para novos usos em uma mina sem operação no Brasil. Trata-se da Mina de Águas Claras (MAC), em Nova Lima (MG), vizinha à Serra do Curral e com mais de 1,9mil hectares, que será aberta para uso de esporte, lazer, cultura e turismo sustentável.
De acordo com a empresa, 93% do território será destinado à conservação da biodiversidade, com a proteção de nascentes, vegetação e fauna. Outro diferencial será a ampliação da trilha que conecta a MAC ao Parque da Serra do Curral, o que possibilita sair da região, cruzar a Serra do Curral e chegar à capital mineira caminhando em meio à natureza.
Por meio de acordos de comodato com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte, quase 108 mil m² de áreas verdes foram cedidos pela Vale e incorporados ao parque para conservação e lazer da população.
Escuta dos territórios
Palco de conexão entre a mineradora e comunidade, a Casa Uso Futuro, situada dentro da MAC, foi reinaugurada em agosto. O espaço apresenta a história da mina, as intervenções de fechamento realizadas e as possibilidades de destinação da área, além de uma oportunidade para escuta ativa, conhecendo as expectativas da população em relação ao território, com mais de 22 mil pessoas envolvidas até o momento.
“Esse processo de escuta e construção coletiva permitirá criar um espaço de convivência capaz de gerar valor compartilhado, fortalecer vínculos e deixar para a população um legado importante”, destaca Gleuza Jesué, diretora de Gestão de Territórios Sul/Sudeste e Reparação da Vale.
Trilhas no RJ
Já no Rio de Janeiro, Governo decretou no fim de setembro o Programa Estadual de Trilhas do Rio de Janeiro (Protrilhas/RJ), visando integrar, fortalecer, reconhecer, promover e apoiar o planejamento, a implantação, a gestão e a organização das trilhas em diferentes regiões, atuando em alinhamento com o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas).
Na prática, a medida, coordenada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), reunirá trilhas públicas e privadas, estimulando a criação de novas e a recuperação de áreas, incentivando o turismo sustentável, com a participação de municípios, comunidades locais e organizações da sociedade civil na implantação e gestão dessas atividades.
Como principal iniciativa estratégica do programa, foi inaugurada em junho a super Trilha de Longo Curso “Volta ao Rio”, com 3,5 mil quilômetros de extensão. “A rota interliga mais de 100 unidades de conservação e atrativos turísticos em dezenas de cidades, unindo desafios como trekking, cicloturismo e trechos aquáticos, como caiaque e remo”, informa nota do Inea.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação – Vale




