Sustentabilidade

Brasil apresenta estratégias para biodiversidade na COP17

Brasil apresenta estratégias para biodiversidade na COP17 - Portal Tec News

A preservação da biodiversidade é o eixo central da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17; mais no Portal TECNEWS Ambiental) em Yerevan, capital da Armênia, reunindo governos do mundo todo para discutir e tomar medidas urgentes sobre o tema.

O combate aos principais fatores de perdas está em pauta de palestras e negociações, ocorridas entre 19 e 30 de outubro, envolveram as mudanças na utilização da terra e dos mares, a exploração insustentável de espécies, as emergências climáticas, a poluição e as espécies invasoras.

Para a secretária executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Biodiversidade, Astrid Schomaker, todos têm a responsabilidade compartilhada para o hoje e às gerações futuras, já que todas as nações, sociedades e economias não estão imunes a esses impactos profundos.

“Os planos de ação nacionais devem estar alinhados com as metas internacionais, o financiamento deve corresponder às necessidades atuais; o consumo e a produção devem estar em consonância com os recursos finitos do nosso planeta”, alertou a secretária.

 

Comitivas brasileiras

 

E o Brasil enviou especialistas, propostas e estratégias para salvaguarda da biodiversidade. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, entregou à Astrid Schomaker uma carta de compromissos, 25 ao todo, dos estados brasileiros pelo cumprimento do Marco Global de Kunming-Montreal para a Diversidade Biológica (saiba mais), endossado na COP17.

“O momento evidencia um reconhecimento cada vez maior dos governos subnacionais enquanto agentes estratégicos para a manutenção da biodiversidade em todo o globo. Em um contexto geopolítico muito complexo, cada vez mais se ressalta o papel dos estados nas entregas concretas para o cumprimento das metas globais de conservação”, frisou Rodrigo Mascarenhas, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro.

Outra entidade presente no evento é o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, que salientou o evento como ponto determinante para a transição definitiva do planejamento à execução.

“Para que os planos não fiquem no papel, a conferência precisa destravar três pilares fundamentais: financiamento robusto e acessível, mecanismos transparentes de monitoramento de execução das metas e compromissos nacionais verdadeiramente alinhados à urgência das crises integradas de biodiversidade, clima e desertificação.” afirma Simone Tenório, articuladora do IPÊ nas COPs.

 

 Bioinsumos

 

Já em relação ao setor de indústria e agroindústria, os bioinsumos foram destaque nas exposições, além de estratégias de conservação, justamente alicerçadas nas Soluções baseadas na Natureza (SbN) na restauração do solo, descarbonização e transição para sistemas alimentares regenerativos.

A CropLife Brasil, uma associação civil que reúne a indústria de pesquisa, inovação e tecnologia para a agricultura, participou da conferência com contribuições técnico-científicas, como o Renera — Brazilian Bioinputs Hub, parceria com a ApexBrasil para promover internacionalmente as soluções biológicas desenvolvidas no país.

Em números, as vendas de bioinsumos somaram R$ 1,82 bilhão no primeiro semestre de 2026, crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025. Já a área tratada alcançou 46,2 milhões de hectares, avanço de 18,3%, e as exportações somaram US$ 68,4 milhões de janeiro a setembro deste ano, alta de 31,1%, segundo a entidade.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: UN Biodiversity