Um levantamento do Instituto Locomotiva, e divulgado pela Exame, revela como o uso de medicamentos conhecidos por canetas emagrecedoras é estrondoso: 33% dos lares brasileiros, ou um em cada três domicílios brasileiros, possuem ao menos um morador que utiliza ou já utilizou esses produtos.
Na outra ponta, essa medicação injetável utilizada no tratamento de diabetes e obesidade, além de outros nesse modelo prescritos para demais terapias, conta com materiais de possível reciclabilidade, como plásticos e papeis – no caso de embalagens e outros invólucros –, e que necessitem de um descarte ambientalmente correto.
Um dos primeiros grandes erros envolve justamente um item com alto risco de acidentes: a agulha, um perfurocortante e infectante que não deve ser jogado no lixo comum. De acordo com material informativo do movimento de educação ambiental Recicla Sampa, parceria entre a Prefeitura de São Paulo e as concessionárias de coleta de lixo Loga e EcoUrbis, o recomendado é a retirada segura e o acondicionamento em uma garrafa PET ou caixa apropriada para tal, vendida em farmácias.
“Com alguma periodicidade, é preciso levar essas agulhas até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, que fará o descarte correto”, complementa o Recicla Sampa. Já a caneta vazia em si pode ser descartada em Pontos de Entrega Voluntária (saiba mais no Portal TECNEWS).
Logística reversa pioneira em canetas emagrecedoras
A farmacêutica Novo Nordisk, uma das produtoras desse medicamento, é considerada uma das pioneiras na logística reversa desse tipo e desde 2021, comanda no Brasil o programa Reciclaneta, que atualmente já possui no país mais de 100 pontos de coleta e, até o momento, coletou mais de 120 mil canetas no país.
Um desses pontos de entrega é o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE-RJ), que conta com o coletor e rotineiramente as pessoas em tratamento realizam a entrega das embalagens vazias e agulhas usadas/inutilizadas. Segundo a Novo Nordisk, o programa é exitoso, já que 40% dos pacientes fazem esse procedimento.
Os pontos de entrega, concentrados no eixo Rio-São Paulo, estão disponíveis neste link.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Freepik/Magnific




