Era 25 de setembro de 2015 quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a Agenda 2030 e os seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), plano de ação global para erradicar a pobreza e garantir o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental.
Para lembrar a data, o Dia Nacional da Sustentabilidade (25/09) é um convite à reflexão sobre o que está sendo feito não apenas para cumprir metas, mas reconhecer que os ODS são sinônimo de evolução a favor de um mundo mais resiliente.
Para tanto, a ONU realizou neste mês o “Momento ODS”, uma reunião com representantes de governos globais, sociedade civil, setor privado e juventude na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA).
Com o tema central “Juntos, podemos chegar lá”, o evento almejou renovar votos em relação aos ODS, verificando a urgência dessa visão comum para o progresso da humanidade, já que estamos na reta final até 2030, prazo para o cumprimento das 17 metas globais.
O cenário é mais que acelerado: nos encontramos em um mundo com problemas severos que envolvem a crise climática, a migração forçada, o contexto de conflitos geopolíticos, o endividamento excessivo, o agravamento das desigualdades e os desafios associados às novas ferramentas de inteligência artificial (IA).
Alguns avanços, muitos desafios
Para piorar, o Relatório sobre os ODS 2026, da própria ONU, destaca que menos de 18% dos Objetivos estão em bom caminho, enquanto somente 36% das 139 metas com dados de tendência disponíveis registram indícios moderados, além do progresso insuficiente de 49% dos ODS avaliados, ao passo que 15% tiveram evolução inferior aos níveis de referência de 2015.
“Estas pressões têm afetado os países vulneráveis, alargando o fosso para alcançar os ODS e ameaçando desfazer décadas de progresso conquistado com dificuldade”, frisa secretário-geral da ONU, António Guterres.
Ações locais
No Brasil, estados e municípios se empenham em inciativas, a exemplo de Santos (SP), mobilizando empresas, startups, entidades e demais signatários (Manifesto ESG do Porto de Santos, Manifesto ESG das MPEs, Blue Economy Santos e Corredor Azul) para o registro de ações relacionadas aos ODS.
De acordo com a prefeitura, a cidade registrou a maior quantidade de ações no mapa global da antiga plataforma #ACT4SDGs da ONU, incentivando agora as secretarias para cadastrar mais práticas no ambiente digital novo da ONU. “Desde janeiro, as UMEs (Unidades Municipais de Educação) e os setores da Seduc foram orientados a cadastrar ações com impacto socioambiental positivo, conectadas aos ODS”, explica a orientadora educacional da Secretaria de Educação (Seduc), Rosana da Costa.
Década da Cultura
Para fomentar mais incentivos globais, neste mês a UNESCO lançou a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável (2027-2036), por meio da Resolução 43 C/41, em que os 103 Estados-membros (o Vietnã saiu na frente, encabeçando as atividades), reiteram a máxima que a cultura impulsiona a sustentabilidade.
E não é para menos, segundo o órgão (pesquisa neste link, em inglês), as indústrias culturais e criativas já geram 3,39% do PIB mundial e representam, 3,55% dos empregos, com oportunidades para inovação, diversificação econômica e crescimento.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: GT Agenda 2030




