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Leilão Eco Invest Brasil: fertilizantes verdes semeiam investimentos ESG

Leilão Eco Invest Brasil fertilizantes verdes semeiam investimentos ESG - Fitec Tec News

A preocupação pela segurança alimentar e a redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) impulsionaram um mercado que está em pleno desenvolvimento: o de fertilizantes verdes, que agora tem como aliado os fundos de inovação.

Em maio, os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda lançaram o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, cuja nova etapa tem como foco o fortalecimento da inovação tecnológica e ao desenvolvimento de cadeias estratégicas para a competitividade brasileira, contemplando justamente esse tipo de insumo.

Ao todo serão seis fundos que também bem vão abarcar outras áreas da nova economia ESG, como combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial (IA) aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde (saiba mais no Portal TECNEWS), biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

 

Leilão Eco Invest Brasil

Na prática, as instituições financeiras disputarão uma das cadeias estratégicas do leilão com base na capacidade de mobilização de capital privado, sendo que as vencedoras serão responsáveis pela estruturação dos Fundos de Inovação Eco Invest e demais mecanismos financeiros. Quem aportar no fundo, usará a estratégia de dívida conversível – que combina retorno financeiro com participação no potencial de crescimento das empresas investidas, informa o MMA.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destaca que atualmente o Brasil importa 80% dos fertilizantes que consome. “O Brasil passa a não apenas consumir, mas criar, exportar e liderar. Com esses instrumentos, vamos desenvolver uma tecnologia nacional avançada, com montantes que elevam o patamar de investimento nesses setores”, afirma.

 

Rumo à descarbonização

Felipe Storch Damasceno, economista-chefe do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES), a relevância desse movimento ao país é essencial, já que o cenário hoje, como o ministro da Fazenda bem ressaltou, ainda é dependência da importação de fertilizantes, especialmente nitrogenados.

Em seu artigo, publicado do SIM Notícias, o especialista salienta que a produção de tecnologias verdes traz oportunidades, como a previsibilidade de custos, melhoria da competitividade em um mercado cada vez mais exigente em relação a descarbonização, bem como reduz questões complexas, como a insegurança alimentar.

“Ao utilizar eletricidade renovável para produzir hidrogênio verde por eletrólise e, a partir dele, amônia verde, torna-se possível reduzir a dependência do gás natural. O tema não é apenas ambiental. É também econômico, industrial e estratégico”, frisa Damasceno.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:  jcomp/Magnific

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