Seja no folhear de páginas, seja na tela do cinema, expressar o meio ambiente com a arte é um instrumento crucial para reflexão e conscientização sobre o bem viver na Terra em meio a desafios importantes, como questões geopolíticas e emergências climáticas, ameaças aos territórios dos povos originários, lutas feministas e saúde mental.
Uma desses expressões é 15ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, que em seu cardápio dispõe neste ano de 104 filmes, representando 27 países e majoritariamente com cineastas mulheres nas obras (59 ou 56,7%), incluindo a homenageada, a produtora paulista Zita Carvalhosa, falecida em 2025.
Mostra Ecofalante de Cinema 2026
Considerado o mais importante evento audiovisual da América do Sul focado em questões socioambientais, o festival acontece até 10 de junho na cidade de São Paulo, ocupando espaços icônicos como o cinema Reserva Cultural, o Centro Cultural São Paulo e mais 28 espaços culturais do Circuito Spcine, sempre com entrada gratuita, além das plataformas de streaming Itaú Cultural Play e Spcine Play.
Um dos destaques na mostra é o filme “O Urso Inconveniente”, coprodução entre os EUA e o Reino Unido, ainda inédito no Brasil, e premiado no prestigiado festival de Sundance. Dirigido por Gabriela Osio Vanden e Jack Weisman, o documentário acompanha o caminho tradicional de migração de um urso polar, que se aproxima de áreas povoadas, gerando conflitos entre os interesses humanos e a natureza.
Além do audiovisual, o evento conta com palestras, debates e outras atividades paralelas, que podem ser consultadas neste link.
Mulheres na escrita ESG
Outro prisma pertinente para a conscientização está na leitura, com a produção de obras que unem mulheres na escrita sobre ESG. Em seu terceiro volume, a obra “A Voz Feminina na Sustentabilidade” propõe a sinergia e sororidade no compromisso com o tema, que envolve desde assuntos como taxonomia ambiental até recursos hídricos e educação.
Idealizada por Daniele Ciotta, que tem em seu currículo a expertise em Engenharia de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente e Responsabilidade Social, o conjunto de obras tem como enfoque “um espaço dedicado a mulheres cujos esforços, paixões e perspectivas sobre sustentabilidade e ESG merecem ser disseminados e celebrados”.
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Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação




