Do mesmo modo que nós, como consumidores, sabemos a importância da conscientização para evitar desperdícios, as indústrias também têm esse pensamento – e ação, fomentando a logística reversa, o descarte correto de resíduos, as possibilidades de reaproveitamento, a produção sustentável, a recuperação de materiais e o fomento da circularidade.
Em São José dos Campos (SP), a Panasonic conta com a única fábrica de pilhas alcalinas da América Latina e um robusto processo de circularidade. Apenas em 2025, encaminhou 50 toneladas de pilhas provenientes de perdas de produção para destinação ambientalmente adequada, além de firmar parcerias com a Green Eletron, com Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) disponíveis em estabelecimentos de diferentes regiões do país.
Após a coleta, as pilhas são encaminhadas a operadores especializados, responsáveis pela separação e pelo tratamento de componentes. O zinco extraído no processo de reciclagem, por exemplo, é 100% reaproveitado na fabricação de novas unidades da marca.
“Quando falamos em economia circular, é importante entender que ela não começa com o consumidor descartando uma pilha. Existe um trabalho que acontece antes, dentro da própria operação, para reduzir desperdícios, recuperar materiais e encontrar maneiras de fazer com que os recursos continuem tendo valor ao longo do tempo”, explica Luciano Lima, gerente de Marketing de Pilhas da Panasonic.
Confeitaria consciente
Outro segmento industrial que colhe benesses por meio da economia circular é a de alimentos. A Emulzint Zeelandia, desenvolvedora de soluções para panificação e confeitaria, firmou parceria com a Comerc Energia para o uso de energia renovável incentivada nas operações. Ano passado, o consumo nesse modelo chegou a 2.676,701 MWh, reduzindo diretamente 127,19 toneladas de CO₂ na atmosfera, equivalente ao plantio e manutenção de 891 árvores ao longo de 30 anos em um projeto dedicado de reflorestamento.
Também realiza a compensação em duas frentes: embalagens pós-consumo e destinação adequada do que é gerado na operação. Na primeira, 228,31 toneladas de papel e papelão foram compensadas, 78,06 toneladas de plástico e 18,30 toneladas de metal, ou 32% das embalagens comercializadas pela empresa entre 2024/2025.
Já a segunda, relacionada aos resíduos recicláveis gerados diretamente na fábrica – papel e papelão, plástico, madeira, resíduos eletroeletrônicos e sucata metálica – resultou em 226,38 toneladas desses materiais reciclados.
Gustavo Tsukamoto, diretor Administrativo da Emulzint Zeelandia e Embaixador de CSR (Responsabilidade Social Corporativa) no Brasil, comemora os índices – fruto do conceito ESG já no DNA da companhia. “Assumimos a responsabilidade compartilhada por toda a cadeia produtiva. O objetivo é gerar um impacto ambiental positivo, avançar em nossa agenda ESG e demonstrar ao setor que o crescimento responsável é o caminho para o futuro”, analisa o executivo da empresa, integrante do Grupo Zeelandia, multinacional de origem holandesa com 126 anos de história e presença internacional.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: atlascompany/Magnific




